domingo, 31 de março de 2013

O lado bom da vida – o livro


Terminei de ler o livro “o lado bom da vida”. Não assisti ao filme, então não sei se é fiel ao livro. Mas andei lendo algumas resenhas e críticas, e deu para ver que o filme é um pouco diferente do livro.

Então, vamos lá...
Eu poderia resumir o livro e falar o que eu penso sobre ele, mas eu vou falar sobre o personagem principal, Pat Peoples. Costumamos nos identificar com as mocinhas dos romances. Eu me identifiquei com Pat. Confesso que no começo do livro ele me irritava com a história de Nikki pra lá, e Nikki pra cá – depois eu explico quem é Nikki – e só me empolguei em continuar a ler o livro após o capitulo no qual Pat reencontra Tiffany, e me certificar que ela é a personagem da Jennifer Lawrence.

Bem, Pat é um cara que acaba se sair de um sanatório (acho essa palavra feia, mas é a que me vem no momento), que ele chama de lugar ruim. Ele não tem noção de quanto tempo ele ficou lá, mas sai determinado a ser uma pessoa melhor para reconquistar sua mulher Nikki!

Eu meio que saquei que ele não voltaria com a Nikki, mas também não botei fé que ele ficaria com a Tiffany. Bem a Tiffany é cunhada de seu amigo Ronnie, e ela também é doidinha, depressiva, tem que fazer terapia, e por ai vai, assim como Pat. Só que ela desenvolveu esse quadro depressivo após a morte de seu marido.

Juro, o final, aquele típico final, onde os mistérios da história são desvendados é surpreendente.

Mas voltando ao Pat. Ele perde a casa, o emprego, a esposa, vai para o “lugar ruim” e tudo o que ele quer é ser uma pessoa melhor para agradar a esposa. Nossa! Quem que queria ser uma pessoa melhor? Vide meus primeiros posts! Mas é só até ai que eu me identifico com ele. Mesmo porque, o caso dele é bem pior que o meu. O cara surtou. Pirou. E perdeu totalmente a noção da realidade. Eu também perdi algo que tinha muito valor para mim, e isso fez com que eu acordasse para vida e visse que se eu não buscasse ser uma pessoa melhor, eu nunca seria feliz. Mas manter-me na minha realidade fez com que esse processo fosse mais suave, menos doloroso. E ao contrário do Pat, sem essa obsessão de que eu tenho que ter de volta aquilo que eu perdi. É claro que todos os dias eu desejo não ter perdido, eu desejo ter de volta, mas se não tiver, já sei o que fazer para não perder mais nada na minha vida. Bom, pelo menos para perder o menos possível.

Durante o livro todo, Pat mostra uma devoção e uma obsessão pela esposa Nikki, e mesmo no final, ele recuperando a memória, e lembrando do motivo que fez com que ele fosse parar no lugar ruim, ele deseja que ela seja feliz. Ele chegou ao seu objetivo, ser uma pessoa melhor. Explicando... No final, o livro revela que o casamento de Pat e Nikki estava morno, e certo dia, ele chega em casa e encontra a esposa com o amante. Em um ataque de fúria, ele quase mata o amante de Nikki. No final, Nikki está divorciada de Pat, e casada com o amante. Até com filhos do segundo marido ela já tem.

Mas essa revelação vem só no final, então você pode imaginar você ler a história de um cara que parou a vida dele e vive em função da Nikki. Eu fico imaginando, se a história fosse real, que saco seria a vida das pessoas que convivem com o Pat, tendo que aguentar ele com esse “mimimi” com a esposa, mesmo sabendo que ela quem traiu ele, ela seguiu a vida dele sem olhar para trás e sem se preocupar com Pat.

Mas onde entra Tiffany nessa história? Bem, ela faz Pat acreditar que ela tem o contato da Nikki, e que ela pode ser o elo entre eles, secretamente, uma vez que existe uma ordem judicial proibindo que um se aproxime do outro. Mas para que Tiffany seja esse elo, ela exige que Pat seja o par dela em um concurso de dança. No final da apresentação, Tiffany revela pra ele que na verdade, era só um espetáculo de dança, que não era um concurso, e ela só falou sobre o premio para que incentivasse-o a dar o melhor de si, e se superar.  Tiffany passa a ser o contato entre os dois. Eles se comunicam através de cartas. Mas logo Tiffany revela que Pat nunca se comunicou com Nikki, e quem escrevia as cartas era a própria Nikki. Mas ela se certifica antes que Nikki já havia se divorciado, casado com outra pessoa, e até descobre sobre a traição. Nesse momento, pensamos, no quão maquiavélica Tiffany foi, se aproveitando do problema de Pat, para pregar uma peça dessas nele... mas não, Tiffany fez isso porque ela foi a única que tomou a atitude de trazer Pat de volta a realidade. Nesse momento, Tiffany se declara a Pat.

O que me encantou na história de Pat, é que ele se manteve fiel ao propósito de ser uma pessoa melhor, “ser gentil, em vez de ter a razão”. É claro que em alguns momentos ele falha. Poxa, todos nós falhamos. E quando ele falha, ele se sente mal por isso. Pat, passa a ler os livros que Nikki, uma professora de literatura dá aos seus alunos, para que ele se deixe de ser um “ignorante” literário, e seja um cara melhor, ao nível dela. Mas ele não se conforma, porque todos os livros têm um final trágico, e ele é um cara que está buscando ver o lado bom das coisas. Nisso eu concordo com ele. Acredito que ler coisas pessimistas, faz com que você deixe de acreditar um pouco que coisas boas podem acontecer. Mas concordo também que a vida é dura. Nem tudo é arco-íris, muito pelo contrario, boa parte da vida é tempestade. Ele busca o final feliz do filme da vida dele.

E ele realmente chega ao final feliz dele. Não o final feliz que ele planejou, mas sim o final feliz que realmente faria ele feliz. E sabemos que faria ele feliz, porque Tiffany e a única pessoa que entende ele completamente. E quantas vezes deixamos de ter nosso final feliz de verdade porque acreditamos que o final feliz que idealizamos é o nosso final feliz?

Depois de terminar o livro, e ver que ele fica com Tiffany no final, pensei: se o Pat tivesse acordado antes para vida, desencanasse da Nikki, o final feliz dele chegaria antes. Mas Pat precisava se agarrar a um bom motivo para se tornar uma pessoa melhor. Esse motivo era Nikki. E deu certo. Então, concordo plenamente com Pat. Devemos buscar ser uma pessoa melhor. Não importa o motivo que nos empurre para frente nessa caminhada. E será uma longa caminhada. Iremos cometer deslizes, assim como Pat. Nunca seremos perfeitos (Graças à Deus), e cada dia, veremos que podemos ser melhores do que fomos no dia anterior.

Quanto ao livro? Recomendo. Agora aguardo para ver o filme!






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